ERA UMA VEZ O CINEMA


A Classe Operária vai ao Paraíso (1971)

cover A Classe Operária vai ao Paraíso

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País: Itália, 125 minutos

Título Original: La Classe Operaia va in Paradiso

Diretor(s): Elio Petri

Gênero(s): Drama

Legendas: Português,Inglês, Espanhol

Tipo de Mídia: Cópia Digital

Tela: 16:9 Widescreen

Resolução: 1280 x 720, 1920 x 1080

Avaliação (IMDb):
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7.7/10 (2348 votos)

DOWNLOAD DO FILME E LEGENDA

PRÊMIOS star star star star star

Prêmio David di Donatello de Melhor Filme
1972 · Euro International Film

Prêmio David di Donatello - Prêmio Carreira
1972 · Mariangela Melato

Sinopse: A Classe Operária Vai ao Paraíso é uma das pérolas do cinema político italiano dos anos 70. Reúne três ícones do “movimento” (entre aspas por falta de outra palavra melhor, porque na realidade não chegou a ser propriamente um movimento): o diretor Elio Petri, o ator Gian Maria Volontè e o compositor Ennio Morricone.

Sem ter tido exibições nos cinemas há décadas, o filme foi lançado agora, meados de 2009, em DVD pela Versátil. Continua sendo um filme forte, poderoso, impressionante, mesmo 38 anos e tantas mudanças na sociedade, na política e na economia depois, e mesmo que pareça hoje confuso e não fique extremamente clara a posição que o diretor Elio Petri quer defender.

Petri, nascido em Roma em 1923 e morto em 1982, filho de um operário, foi comunista de carteirinha; formado em Literatura pela Universidade de Roma, coordenou as atividades culturais para a juventude do PCI, o maior partido comunista do Ocidente, e escreveu críticas de cinema no L’Unità, o jornal oficial do partido. Deixou o PCI cedo, no entanto, em 1956, por discordar da invasão soviética da Hungria, decidida pelo Kremlin para sufocar a tentativa de revolta do país contra o regime. Saiu do partido, mas, claro, não da ideologia.

Gian Maria Volontè tem neste filme uma das melhores atuações de sua carreira brilhante. É uma interpretação extraordinária, um tour-de-force, uma coisa assustadora. Ele faz o papel de Lulu Massa, um operário de uma grande fábrica de peças de metal em uma cidade industrial do Norte da Itália (deve ser Milão, mas o filme não diz isso claramente); trabalha muito, e bem, e por isso é benquisto pelos chefes e mal visto pelos colegas mais ativistas, engajados no movimento sindical.

Mas não é uma pessoa feliz ou tranqüila – muito ao contrário. É um sujeito atormentado, à beira de um ataque de nervos, ou de um surto psicótico; questiona tudo na vida; é um chato de galocha na relação com a atual mulher, Lídia (Mariangela Melato), uma cabeleireira, e com o enteado, assim como na conflituosa relação com a ex-mulher e o filho. 

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Elenco: